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Mostrando postagens de Novembro, 2011

TORTURADORES ALIVIADOS: NEM MESMO AÇÕES CIVIS OS AMEAÇAM

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Por Celso Lungaretti

Não sou adivinho, nem escrevo com base em  chutes, desejos pessoais ou hipóteses improváveis.
Quando aponto a meus leitores o cenário que provavelmente prevalecerá adiante, raciocino exatamente como o enxadrista que sou: de várias evoluções possíveis da situação presente, elejo a que mais se adequa à correlação de forças e às características dos grupos e indivíduos que tomarão as decisões.
Então, quem se der ao trabalho de reler os artigos sobre o Caso Battisti, verificará que as minhas principais previsões viraram realidade.
Quando alguns companheiros se desesperaram com a tendenciosidade do presidente do Supremo Tribunal Federal e do outro ultradireitista que ele escolheu para relatar o processo, sugerindo o lançamento de uma campanha pública para pressionar o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva a libertar imediatamente o escritor (o que implicaria passar por cima do STF), rechacei de imediato a proposta e recomendei aos outros líderes do movi…

Eleição para diretores das escolas públicas em Rondônia: as ironias de uma democracia fajuta!

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Realmente, as eleições para diretores de escolas em Rondônia não será algo positivo. Não promoverá a tão sonhada democracia nas relações dentro das salas de aulas, no interior das escolas públicas e nas relações dessas com seu público alvo e seus entes hierárquicos. Enganam-se quem aposta que isso vai acontecer. Iludem-se quem pensa que “quem sabe faz a hora, não espera acontecer”são a maioria dos professores e funcionários de escolas, bem como os alunos e seus pais. Nada disso! Por que nessa categoria dos “quem sabe” não existem os que deveriam ser os maiores interessados: os funcionários públicos das escolas públicas, muito menos os pais dos alunos: pior: os alunos. Nessa categoria dos “Quem sabe” sempre foram e agora se confirma: o pessoal da SEDUC, o pessoal do setor jurídico do Estado e o pessoal que é governo. Esse sim: são os “que sabem e faz à hora”, com a exceção, de que esperam a ordem para poder acontecer. Essas “eleições” serão uma fraude tanto como fora a promovida pelo g…

ESQUERDISTAS SELVAGENS DEFENDEM DITADORES SELVAGENS

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Por Celso Lungaretti A informação é do Clóvis Rossi (ver íntegra aqui): "O relatório da comissão da ONU que investigou a violência na Síria (...) é duríssimo: diz que as forças de segurança sírias cometeram 'graves violações dos direitos humanos', o que inclui execuções sumárias, prisões arbitrárias, desaparições forçadas, torturas, violência sexual, violação dos direitos das crianças -enfim o catálogo completo a que recorrem as ditaduras mais selvagens.
Para o Brasil, não dá mais para repetir a torpe declaração emitida após visita de uma delegação do Ibas (Índia, Brasil e África do Sul) a Damasco, na qual condenaram 'a violência de todas as partes'. Equivalia a igualar vítimas e algozes.
Agora, há um relatório com a chancela de Paulo Sérgio Pinheiro, o brasileiro que preside a comissão..." O qual, acrescento eu, é um personagem acima de qualquer suspeita de favorecer manobras imperialistas.
Foi, p. ex., indicado pela Comissão de Mortos e Desaparecidos …

Eu sou a marca da gozação: os trezentos de Esparta são poucos pra botar ratos na ratoeira

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# Uma breve observação: Relutante, teimoso e gozador amigo Pantera, não se zangue comigo não! Por reproduzir seu texto mudando parte do título que te serve prá chamar atenção. Ri muito com sua composição! Excetuando o “exagero poético” do trecho do ex-reitor da UFRO, seu texto pareceu-me “bão”. Deixo-lhes a seguinte pergunta: Pantera será mesmo que podemos crer que a maioria dos gestores é de “januarista” orientação? Peixoto. No conto grego da Assembléia Legislativa
Teve muito jogo sujo
Nessa tragédia épica
Tão querendo botar a culpa só no comandante Valter Araujo
O barco naufragou
Porém, eu penso que a culpa não é só do capitão marujo.

Mal chegou no Aeroporto Jorge Teixeira
Os federais cortejaram a Deputada Epifânia
Ela estava pagando promessa
Lá pras bandas da Babilônia
Nem tinha dormido direito
Estava toda enfadonha.

É sacanagem o que estão falando
Do Deputado da fundação Zequinha
Já disseram que o cara botou dinheiro:
No paletó, no bolso, no sapato, na meia, na coequinh…

GOVERNOS TOTALITÁRIOS E CORRUPTOS TÊM MESMO DE SER DERRUBADOS

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Grandes jornalistas do passado, como Carlos Heitor Cony, são leitura obrigatória para quem procura alternativa à mesmice insossa e ao reacionarismo hidrófobo da imprensa atual.
Seus lampejos são cada vez mais esporádicos mas, quando acontecem, produzem mais luz do que os escribas medíocres durante uma carreira inteira.
Neste domingo (27), p. ex., foi Cony quem melhor definiu (ver aqui) a onda de derrubada dos  tiranos das Arábias --absurdamente defendidos por uma esquerda que perdeu o rumo e o prumo. Marx deve estar se revirando na cova.
Talvez por temerem que a onda chegue às praias de cá e atinja seus homens fortes prediletos, certos esquerdistas enfiaram a cabeça na areia, como avestruzes, alheando-se aos sentimentos populares de acolá.
Se antes os reacionários enxergavam o  dedo de Moscou  em tudo, agora são esses companheiros desatinados que atribuem revoltas mais do que justificadas à instigação da Otan, confundindo coadjuvante com protagonistas.
Então, Cony encontrou a me…

O PÓS JANÚ: TEREMOS ENFIM UMA UFRO DE VERDADE?

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1- O autor da obra: “Os latifúndios do INCRA: a concentração de terra nos projetos de assentamento em Rondônia”, José Januário de Oliveira Amaral, renunciou ao cargo de reitor da UFRO- Universidade Federal de Rondônia ou UNIR, sigla que, a propósito, até hoje nunca entendi porque muitos ainda insistem em denominar essa Universidade assim. Sigla que lembra muito uma escola de segundo grau como costumava dizer Alberto Lins Caldas em seus textos sobre a UFRO quando nela lecionava até ser “emprestado” a UFAL: Universidade Federal de Alagoas durante o mandato do agora ex-reitor, salvo algum engano meu. 2- Nunca gostei do Professor e Doutor Januário dele nessa “ocupação” de “Magnífico Reitor”. Este Januário [reitor] nunca correspondeu ao Januário pesquisador, cientista social. Este sim, digno de referência e de reverência e não, é claro, aquele, o latifundiário de sacanagens e improbidades acadêmicas, administrativas e até pessoais segundo os grevistas. Quanto à reitoria... Esta sempre fora…

ONDE ESTÁ A EPIFÂNIA BARBOSA DO PT DE RONDÔNIA?

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Este aqui é um jogo educativo interessante. Que tal brincar de identificar personalidades históricas, algumas de Rondônia? Nesta pintura foram representadas (pelas minhas contas) 102 personalidades históricas e contemporâneas, do mundo todo, inclusive de Rondônia. São artistas, filósofos, cientistas, generais, líderes religiosos, esportistas, políticos e deputas estaduais de Rondônia procurados pela Polícia Federal na “Operação Termópilas”. De quantos desses ilustres você consegue dizer o nome? Fiz o teste e identifiquei alguns. Experimente você para ver se consegue mais. Dá para brincar também de “Onde está Wally?”. Por exemplo, quanto tempo você demoraria em encontrar Madre Teresa na pintura? Com certeza, muito menos tempo que encontrar a Epifânia Barbosa do PT. Talvez você a encontre primeiro que a Polícia Federal. Nem precisará esperá-la no Aeroporto Jorge Teixeira na capital de Rondônia.


De meu lado tenho certeza que deixei de identificar alguns filósofos gregos, e revelei minha i…

MINISTÉRIO PÚBLICO DENUNCIA TRUCULÊNCIA DA PM NA USP

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Por Celso Lungaretti
AFolha.comnoticia: o Ministério Público solicitou abertura de inquérito para apurar brutalidade policial durante a desocupação da reitoria da Universidade de São Paulo, no último dia 8: utilização de bombas de efeito moral, ameaças aos estudantes, bloqueio desnecessário dos seus caminhos, etc. 
Em suma, as intimidações e provocações de sempre.
Uma estudante que mora no Crusp -- ala residencial para alunos da USP -- me escreveu dizendo-se sexualmente assediada por um PM durante a versão brasileira de As invasões bárbaras. Mas, teme revelar o seu nome e a humilhação que sofreu.
O promotor Eduardo Ferreira Valério revelou possuir mais de dez relatos sobre a atuação dos PMs no Crusp, que ele qualificou de "truculenta".
Como diria o Nelson Rodrigues, é o  óbvio ululante...

Eu gostaria que a PM tratasse os mandachuvas da grande imprensa de forma tão civilizada quanto agiu na USP, segundo a versão edulcorada, engana-trouxa, que seus veículos difundiram.�…

ESTUDANTES DA USP QUEREM APRENDER DEMOCRACIA. O REITOR NÃO ENSINA

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Por Celso Lungaretti
A convite do Centro Acadêmico Ruy Barbosa, darei uma aula pública sobre Segurança e Democracia, na Escola de Educação Física e Esporte da USP, a partir das 9h30 desta 2ª feira (21).
Tenho mais a dizer sobre a segunda, claro.
Aliás, conheço o assunto bem melhor do que o reitor atual e a anterior, cuja ignorância é tão crassa a ponto de considerarem tropas de choque compatíveis com templos do saber.
D. Paulo Evaristo Arns, que foi de uma coragem e dignidade ímpares quando vândalos fardados invadiram e depredaram a PUC/SP em 1977, jamais será esquecido.
Já essas duas patéticas figuras só vão ser lembradas como exemplos negativos, de educadores que se comportaram no estado de direito como se atuassem intimidados, pisando em ovos, na Alemanha nazista ou na Espanha fascista.
Ou, pior ainda, como se compartilhassem os valores de Hitler e Franco.
Aliás, a um correligionário do segundo se deveu a palavra de ordem que melhor define os acontecimentos recentes na USP:…

"Eu, O Grande Mário Jorge e a grandeza que espero que ele tenha".

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1- Cheguei pela última vez em Porto Velho para tratamento médico, passar na junta médica do estado e resolver alguns problemas, entre eles, o de tentar uma audiência com o Excl. Senhor Governador Confúcio Moura e o de viabilizar a transferência da minha esposa que é funcionária pública recém-empossada no estado e que se encontra em estágio probatório para capital por razões de saúde. Isto é da minha saúde mesmo. A doença adquirida pelo assédio moral sofrido enquanto lecionava numa escola pública durante a gestão do governo anterior. A ação perniciosa de uma colega em posição de poder, uma diretora, desencadeou todo o meu atual problema de saúde, isso desde o ano de 2008 e 2009. Ela era especialista em perseguir, cercar, atanazar, perturbar e arrumar arapucas de forma quase que sistemática todos que caíssem em desgraça com ela. E como se caia numa situação dessas? Simples: bastava contrariar as vontades dela. Discordou: lascou-se! Desobedeceu: piorou era exilado, expulso do local de tr…

beatum

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Termo em latim que pretende significar: “beato”, isto é, "feliz", "bem-aventurado”. O sofrimento de Lula, o bom humor com que lida com a situação e como seu partido lida com esse fato, não só “consolidarão o único mito político brasileiro deste início de século XXI”, mas também beatum”. Se morrer por causa dessa doença, com certeza, morrerá feliz, sabendo que muitos se lembrarão dele, que a memória que muitos construirão ao seu respeito o tratará quase como um santo. Ele não só galgou o status do Getúlio Vargas, mas também do Miguel Arrais em seu tempo áureo em Pernambuco.

RUDÁ RICCI: Um PT e vários petistas

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Acabo de ler três livros sobre e de petistas (embora um deles o autor não se declare). Emparelhados, revelam um ranking, do amoroso (Juarez Guimarães) ao militante oficial (Zé Dirceu), passando pelo olhar crítico (Lincoln Secco).
Juarez Guimarães escreve um livro perplexo e desejoso: A Esperança Crítica, Editora Scriptum, 2007, 144 páginas. Sempre gostei do estilo e da competência de Jaurez, desde que o conheci na Democracia Socialista (DS), corrente interna do PT. Nas reuniões na sede do jornal Em Tempo, Juarez era aquela figura emblemática, tímida e respeitada, cuja redação era humilhante, tal o virtuosismo literário. O tema de Juarez é a institucionalização acelerada do PT e seus riscos. Uma tentativa quase desesperada de compreender os riscos do amadurecimento do seu partido que teve no pragmatismo sua expressão mais visível. Juarez propõe a não capitulação ao status quo, mas demonstra, nas entrelinhas, uma enorme preocupação. O PT se tornou poder, cochicha o tempo todo no seu próp…

Riscos do Enem vêm das escolas privadas

CRISE DA USP: "FOLHA DE S. PAULO" CONTINUA SEMEANDO DITABRANDAS

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Por Celso Lungaretti

O jornal da  ditabranda, sempre travando o mau combate, mobilizou seus pesquisadores de opinião para dar argumento aos defensoreres da escalada autoritária na Universidade de São Paulo.
Gostou tanto do resultado que o trombeteou na capa: "58% dos alunos da USP apoiam a PM no campus".
Nenhuma novidade. Também em 1968 os estudantes de Exatas e Biológicas, em sua maioria, queriam apenas o diploma, a profissão bem paga, a carreira e o status. Que a cidadania fosse para o diabo. Que o povo continuasse pisoteado pelas botas militares.
A liberdade só era prioridade para os alunos de Humanas, como continua sendo até hoje.
E os reacionários da época usavam o mesmíssimo bordão contra os justos e os idealistas: universidade é lugar para estudar, não para fazer baderna.
Agora acrescentam: nem para se fumar maconha.
Pois bem, não fujo da raia e afirmo com todas as letras: hoje, os que apenas desempenham cegamente suas profissões, sem levarem em conta os efeitos s…

SÃO O OPUS DEI E A TFP QUE REGEM O ESPETÁCULO NA USP?

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Por Celso Lungaretti
"Isto é apenas uma ação autoritária, típica do espírito neo-fascista, ou é o embrião de um golpe? Não temos suficientes elementos para saber, mas a hipótese deve ser pelo menos considerada."
A ponderação é de Carlos Lungarzo, da Anistia Internacional, no artigo USP: um foco golpista?. Ele também vê com apreensão a escalada autoritária na Universidade de São Paulo e a sequência de medidas visivelmente provocativas do reitor João Grandino Rodas.
Em sua análise -- exaustiva, abrangente e impecável como sempre --, Lungarzo toca num ponto crucial: o atual reitor da USP foi escolhido contra a vontade manifestada pela comunidade acadêmica (que o preteriu na lista tríplice elaborada por votação), nem de longe apresentava méritos acadêmicos que justificassem a escolha, mas é tido e havido como integrante da organização ultradireitista Tradição, Família e Propriedade.
Eis mais alguns detalhes sobre Rodas, segundo Lungarzo: "Sendo Diretor da Faculdade …

PM x USP, AUTORITARISMO E BARBÁRIE

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Por Celso Lungaretti

Outros tempos, outro mundo é o título de uma coletânea de contos  sci-fi  de Robert Silverberg, lançada em 1970.
Menos valorizado que Asimov, Bradbury e K. Dick, ele é autor de uma indiscutível obra-prima, Mundos fechados (1973).
Mas, não é propriamente de Silverberg que eu quero falar, mas sim da sensação que tive ao ler a coluna desta 5ª feira (10) de Carlos Heitor Cony, O abuso das algemas, sobre Conrad Murray, o médico que querem jogar numa prisão porque Michael Jackson morreu: "Ele foi condenado em primeira instância porque estava ausente do quarto onde o cantor, já devidamente dopado, tomou uma overdose do remédio que o matou. Que houve culpa do médico é evidente: sabendo da situação, ele deveria estar junto ao leito do artista ou ter retirado o remédio de seu alcance.
Daí a acusação de homicídio culposo. Tudo bem, a justiça foi feita, pelo menos em sua primeira etapa. O que não compreendi foi o ritual dos guardas logo após a leitura da sentença: …

Para Gereh Azevedo, velho amigo velho PERNAMBUCANO

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Pelos bons tempos! Pura nostalgia de um exilado em rondônia. Peixoto

ESCALARA AUTORITÁRIA NA USP É INÍCIO DE ARTICULAÇÃO GOLPISTA?

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Por Celso Lungaretti

Previsivelmente, a ditadura mal extirpada em 1985 insinua-se pelas frestas da democracia.
A presença e a ação da Polícia Militar no campus da USP, como um túnel do tempo, nos remete diretamente aos  anos de chumbo, quando tais demonstrações de força, de uma truculência e de um ridículo atroz, eram amiúde utilizadas para intimidar estudantes, professores e cidadãos.
Pareceu estarmos assisitndo de novo a prisões em massa de universitários como as do congresso da UNE em Ibiúna e ataques a campi como o deflagrado por Erasmo Dias contra a PUC.
Foi o máximo de perda que poderia causar um episódio de absoluta insignificância. E, agora, a exigência de fiança para libertar quem jamais deveria ter sido preso é outra grotesca aberração -- para não dizer evidente provocação.
Este caminho só leva ao acirramento dos ânimos, até se chegar ao que ninguém deveria querer: universitários mortos ou feridos por aqueles a quem compete defender a coletividade de bandidos, não …